Expositions
- Apesanteurs - Museu Brasileiro da Escultura
- 2010-11, Sáo Paulo (Br)
- Apesanteurs - Fondation Folon
- 2010, La Hulpe (B)
- From the Beginning of Times to the Present
- 2009, Bruxelles (B)
- Ecritures
- 2009, Viens (F)
- [ CAPTURES ]
- 2008, Bruxelles (B)
Description
"Apesanteurs" au Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), Sáo Paulo
Du 25 novembre au 9 janvier, le Musée Brésilien de la Sculpture accueille l'exposition "Apesanteurs", en coproduction avec la Fondation Folon. Aux pièces exposées à La Hulpe au printemps 2010, s'ajoute une vingtaine de pièces, dont les installations "Le Monde flottant", "Traits", la pièce "Long Nuage", ainsi que des travaux plus anciens, réalisés depuis 2001.
Commissaire de l'exposition : Cristina Barros-Greindl
Un grand merci à Wallonie-Bruxelles International (WBI)
O Museu Brasileiro da Escultura (MuBE)
O desenhos secretos de Carole Solvay
Joost De Geest, Curador honorário Coleção Dexia
Fevereiro 2010
O principal recurso de inspiração de Carole Solvay é a natureza. O seu contato com a fauna e a flora dos confins da floresta de Soignes, lhe proporcionou uma visão íntima de processos delicados que acompanham o crescimento e o desabrochar.
A artista vivenciou estas transformações lentamente no decorrer das estações. Esta experiência se expressa dentro de sua obra espontaneamente, sem ajuda de cursos ou de programas acadêmicos. A escola de arte que Carole Solvay freqüentou foi a própria natureza. Sem dúvida era ela a única aluna, o que explica talvez a impressão que nos dá de permanecer solitária dentro da paisagem artística contemporânea.
A artista escolheu um material surpreendente: plumas de aves. Não se trata de plumas espetaculares, coloridas e importadas de regiões exóticas. Ela utiliza plumas bem mais simples: negras, brancas e cinzas, às vezes com um toque de cor mais acentuado, no caso dos filamentos das plumas de pavão, por exemplo. Ela as emprega como elementos, objetos pictóricos e não como meio, como as plumas de ganso, usadas para escrever e desenhar.
Com suas instalações, Carole Solvay está talvez mais próxima do desenho clássico do que parece. O desenho tradicional permite aos artistas abordarem o seu tema sob todos os ângulos e decompô-lo em detalhes para melhor reconstruí-lo em seguida. Carole também, mas quase secretamente, sem papel. Seu desenho aparece nas paredes que cercam o seu trabalho, ou sobre o solo, ou mesmo na luminosidade que vem do alto.
O material utilizado, muitas vezes semitransparente, produz mesclas entre o negro e o branco ou cinza claro. Esta rede de linhas e de toques traduz uma mão espontânea, firme e uma sensibilidade relativa à luz.
A obra de Carole Solvay se situa um pouco na prolongação da arte têxtil pela transparência e o efeito de sua trama. Ela se aproxima também da arte espacial no sentido da ampla utilização de diversas fontes de luz.
A artista evoluiu muito e inicia uma nova fase, marcando este novo começo com peças como “Le Grand Nuage” (A Grande Nuvem), “Pluie” (Chuva),” Traversée" (Travessia) e Whispers (Sussurros) - esta última obra cinética, tendo sido concebida e realizada com Alain Chang.
Somos tocados pelo caráter monumental destas últimas peças. Esta grandiosidade não vem do formato. Ela emana do espírito de sua criadora.
Ao longo de sua carreira, Carole Solvay cultivou preciosamente o contato com a natureza, o silêncio e a humildade que esta comunhão inspira. Assim, ela se liga novamente, talvez sem querer, à tradição do Brabant e mais precisamente à da floresta de Soignes, onde encontramos os monges místicos. Ela ocupou bem antes a escola de Tervuren, um lugar de referência dentro do grande movimento da pintura flamenga antiga, dos Primitivos aos paisagistas dos Arquiduques, passando pelos Breughel. O passo silencioso de Carole Solvay não se parece com as paisagens de neve dos Breughel?